Uma maneira simples para você entender o boom do crowdfunding LGBT

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Uma breve análise sobre a necessidade dos projetos de crowdfunding LGBT que estão acontecendo na Internet

Nesse mês, novembro de 2016, estão rolando / rolaram três megas campanhas de crowdfunding LGBTs, ou seja, que são focadas em projetos para e feitos por pessoas LGBTs.

São os seguintes financiamentos coletivos realizados pelo e por: Iran Giusti (Casa 1), Canal das Bee (canal no Youtube de mesmo nome) e Neto Lucon (portal NLucon).

Mas isso não é novidade.

Se a gente contar quantos artistas e trabalhos LGBTs que conseguiram, tentaram e estão tentando levantar uma grana para financiarem aquilo que eles acreditam, ficaríamos o dia inteiro escrevendo aqui.

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E isso se deve a um problema claro e notório sobre o qual falarei mais abaixo.

O que me deixa triste é ver que nem todos os projetos LGBTs serão financiados pela comunidade LGBT.

Infelizmente!

Aliás, se quiser saber mais sobre isso, é só dar uma olhadinha aqui porque há alguns projetos que estão na fase de captação, outros que não conseguiram a grana total e aqueles que foram 100% financiamentos.

Calma, deixe eu finalizar o meu pensamento acima…

Tem um projeto X, com o qual temos mais afinidade do que outros e (talvez) nem todo mundo tem 20 reais para dar ali, 30 reais acolá e mais 50 reais lá – e nem vou culpar a crise por isso, tá?

Isso é uma pena porque, quando queremos, conseguimos levantar essa grana para ir ao boteco, viajar 10 horas para ver [email protected] pessoa que estamos “conhecendo”, para pagar a entrada de uma balada, etc.

Não afirmo aqui que gastar dinheiro ‘no bar’ é algo melhor ou pior do que auxiliar um financiamento coletivo LGBT, mas, sim, que ambos deveriam estar na prioridade de todos se tivéssemos um planejamento financeiro adequado.

Afinal, o quanto de reserva financeira há no seu caixa para um gasto com diversão e ainda ajudar ao próximo?

Sim, você pode ter os dois e nem precisa de sacrifício para isso, mas de organização.

Agora, o crowdfunding LGBT acontece pela dificuldade de projetos conseguirem se auto-sustentarem com o apoio de empresas públicas ou privadas que podem engajar com a causa LGBT, a melhoria do mundo, da qualidade de vida das pessoas e da nossa sociedade.

Tá, Maira… E as marcas que fazem propagandas LGBTs?

Então, esse é um papo para outro texto, mas o que eu gostaria de deixar claro é que, infelizmente, o universo LGBT é um grupo a ser contemplado no planejamento de uma campanha publicitária e só. E não é, hoje, o foco de uma campanha inteira durante um ano todo. Isso é fato.

E isso faz diferença para onde o dinheiro será investido, ou seja, qual projeto e/ou influenciador digital será patrocinado.

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Há quem defenda que, hoje, as marcas precisam conversar com todas as minorias. E quem defenda o contrário, sermos ú[email protected] e [email protected]

Eu gostaria de ver uma campanha inteira, durante um ano todo, só com [email protected] LGBTs e tocando em assuntos da nossa comunidade. E desejo isso porque conversar com a minoria LGBT dentro de uma campanha sobre e para minorias…

JÁ FOI FEITO 1.000X! E por nnnnn marcas.

Já uma campanha LGBT de longo prazo, anual, não. E gostaria, sinceramente, de acompanhar não só a sua repercussão como os seus resultados.

Além disso, programas de governo que são focados em causas LGBTs, para aos quais as pessoas podem enviar um projeto são quase inexistentes, principalmente se sairmos do eixo Rio-SP.

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Aqui, no Estado de São Paulo, temos o privilégio de contar com um edital do ProAC focado em financiar livros, filmes, projetos editoriais, Paradas e etc. Mesmo assim, a concorrência é altíssima.

Algumas associações se formaram para tentar se manter e conseguir não cair nesse buraco financeiro e sem patrocínio.

A Associação Mix Brasil, que promove o Festival Mix Brasil há 24 anos, é um exemplo disso. Porém, não pense que ela está “de boa na lagoa”. Não. Todo ano é uma loucura colocar essa estrutura na rua: é quase um mês inteiro de uma programação cultural intensa e LGBT em diversos pontos da cidade de São Paulo.

E isso eu sei porque eu acompanho todo esse movimento do André Fischer e do João Federici – além da Tati, do Márcio e da Josy – ano após ano.

E quiser saber detalhes do que estou falando, é só você dar conferida no livro da programação do Festival desse ano em que há um texto do João explicando exatamente isso que eu escrevo aqui.

E ainda precisamos falar de projetos como o Reversa Magazine, que são
sustentados por uma jornada dupla (ou quase tripla).

Casa – Trabalho – Reversa. Trabalho – Reversa – Casa. Trabalho – Casa – Reversa.

E isso pode colocar na conta, Sapatômica, Eu sou Betina e…

E muitos outros projetos incríveis que acontecem por seus / suas [email protected] se dedicarem inteiramente para mantê-los online.

Vale ressaltar:

Sem patrocínio, sem apoio e, muitas vezes, [email protected]

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Isso impacta na qualidade de vida e também…

  • Encurtamento de suas horas de sono;
  • Necessidade de desmarcar vários compromissos com familiares e [email protected];
  • Cancelamento de viagens para descanso;
  • Ter todo o seu tempo livre para ler livros (que nem sempre você escolheu ler);
  • Assistir filmes (que nem sempre você gostaria de ver);
  • Escutar músicas (que nem sempre você gosta);
  • Escrever e-mails no caminho do trabalho;
  • Ter inteligência emocional com haters;
  • Gerenciar o projeto enquanto você almoça porque é seu único horário livre para publicar aquela entrevista mara;
  • Transformar o seu feriado em um dia normal de trabalho;
  • Suportar a raiva de homofóbicos, racistas e machistas na Internet;
  • Tentar engolir as loucuras de políticos sociopatas.

Fora a grana que seria colocada no seu investimento pessoal, vai direto para o projeto mês após mês.

E aí que, depois de fazer crescer um projeto, criar uma comunidade engajada e que acredita nele tanto quanto você, há de conviver no caminho com cópias de grandes portais (sim, jornalistas são [email protected] para copiarem pautas e conteúdo de outros veículos e foda-se a mídia independente), outros portais creditando outros sites que sequer tiveram o trabalho de saber o que é LGBT, além de ter de lidar com gente sem caráter, que faz do seu trabalho o start para a prática da pirataria (na cara dura!)

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O que falar do Neto Lucon, que tem milhares de acessos devido ao seu incrível trabalho como jornalista independente focado na comunidade Trans, ter de se deparar com esse tipo de “dor de cabeça” (cópia e plágio do seu conteúdo), dia após dia?

Ah, só para ressaltar…

O Reversa Magazine, já teve também um texto copiado (linha por linha, palavra por palavra) por um grande portal, que, mesmo depois de entrarmos em contato com ele para falar sobre o bendito plágio, a “empresa” recusou nos creditar na (nossa) matéria.

E o que rola nesse caso?

Tirar grana do próprio bolso para pagar advogado para resolver isso.

É mole?

Outro caso (inclusive me deixou muito mal quando soube) foi o que aconteceu com o pessoal do Canal das Bee ao irem cobrir uma edição da Feira Cultural LGBT.

Infelizmente… [email protected] foram [email protected] no local do evento.

E aí, como essas pessoas fazem o seu trabalho (ou a cobertura do evento LGBT) sem equipamentos?

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E quando o Iran abriu a sua casa para pessoas LGBTs que foram expulsas de seus lares e se depara com um buraco que é bem mais embaixo?

Eu sei que cada projeto LGBT tem a dor e a delícia de ser o que é.

Porém, é também a nossa função fortalecer quem quer fazer coisas memoráveis para a nossa comunidade quando todas as portas estão (acredito eu, temporariamente) fechadas.

Sim, o boom do crowdfunding LGBT acontece, hoje, porque quem quer crescer e alcançar / ajudar mais pessoas não suporta mais nãoS, nem trabalhar sozinho e, muito menos, da forma que chegaram onde chegaram.

Afinal, o que os trouxe aqui NÃO será o que os manterá no FUTURO, principalmente com o nosso mundo hoje latejando de homofobia a cada segundo.

Não se esqueça:

Os evangélicos homofóbicos só são quem são porque são unidos.

Portanto, eu lhe pergunto:

Qual é o SEU nível de comprometimento com a comunidade LGBT?

E o seu respeito e a sua admiração por quem, na falta de saída para fazer algo para ajudar o outro, promove uma ação chata, estressante e que, com certeza, faz as suas noites cambalearem entre o pesadelo de bater ou não as suas metas de financiamento coletivo?

Você tem noção que os 10 reais que você paga em um salgado ajudaria a transformar esses pesadelos em sonhos reais?

E que, no final, quem ganha é você, uma pessoa LGBT?

Que tal responder essas minhas perguntas com a oportunidade de financiar a longevidade desses tão necessários crowdfunding LGBTs?

Neto Lucon


A partir de 10,00, você ajuda o jornalista a continuar produzindo o seu sensacional conteúdo, que  aborda há 10 anos a diversidade sexual e de gênero.

Volto a perguntar:

Onde mesmo você gasta 10,oo? E por quê essa sua grana não pode ser doada ao Neto Lucon?

Clique Aqui para Apoiar o Neto Lucon.

Casa 1 / Iran Giusti


Iran quer financiar, inicialmente, por um ano uma casa para abrigar pessoas LGBTs que foram expulsas de suas casas por serem quem são

E eu, Maira Reis, para ajudar a levantar essa grana, vou oferecer como recompensa nesse financiamento coletivo:

Um workshop na Casa 1 sobre “Conteúdo LGBT”.

Portanto, vamos [email protected], ajudar Iran colocar a Casa 1 para funcionar e, em troca, ofereço duas horas para você aprender tudo sobre os bastidores do Reversa Magazine (o que deu certo e o que não deu), mais algumas outras dicas geniais, além de ganhar um presentinho (físico) especial que estou preparando.

Afinal, esse evento farei na data do meu aniversário, dia 25 de maio de 2017.

Portanto, será legal presentear você no meu aniversário, não é?

Portanto, é só clicar aqui, escolher a recompensa que está com o meu nome e prontinho. \o/

Nos vemos, ao vivo e com as cores LGBTs, na Casa 1, no dia 25 de maio, beleza?

Ah, antes de finalizar esse texto, quero dizer o seguinte:

Quaisquer dúvidas sobre os financiamentos coletivos aqui apresentados, é só me escrever (ali, nos comentários) que tenho o prazer de tirar todas as suas dúvidas e/ou encaminhá-las ao Iran ou ao Neto.

E vamos bombar esses projetos LGBTs!

Conto com a sua ajuda.

p.s.: MUITÍSSIMO IMPORTANTE

Se você não tem $ para ajudar esses projetos ou já ajudou, compartilhe esse texto ou envie para o seu / sua [email protected]

A importância dele vai além dos acessos ao Reversa, mas sim da necessidade de divulgar essas ações tão incríveis para que mais pessoas possam apoiá-las!

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Imagens: Unplash.

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  • Financiamento coletivo é um trem importante ne? Já participei de alguns é uma sensação de ouro ver os sonhos alheios realizando.

    • Ôooo, cê é!
      E agora, Susan, temos essa sensação para ajudar as pessoas da comunidade LGBT.
      É muito ?!