6 motivos que comprovaram porque De Gravata e Unha Vermelha é um dos melhores filmes T brasileiros

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Documentário mostra todas as esferas do Universo T

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Vou sair da sala, ok?
– Mas por quê?
– Esse filme é bom demais para eu assistir até o final.

Essas foram as minhas palavras para Cristina Judar ao assistir De Gravata e Unha Vermelha, na mostra Retrospectiva Cinema Brasileiro, em cartaz no CineSesc.

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Quero explicar aqui o que fundamentou essa minha fala (além de apresentar alguns pontos que mostrar o porquê essa obra pode ser considerada, ao meu ver, um dos melhores filmes sobre o universo trans já produzidos no Brasil) e, no final do texto, você descobrirá se eu saí mesmo da sala de cinema.

Vamos lá:

1) – Um dos pontos mais interessantes é o tratamento do mundo T em diversas esferas, desde a questão dos homens que se vestem de mulher durante o Carnaval (e o questionamento: essas pessoas querem mudar de sexo só por que em um período do ano vestem roupas de mulher para brincar?) até quem realmente realizou o procedimento de readequação de sexo.

Outro ponto fundamental que o filme trata são as pessoas LGBTs com posturas femininas e como elas se sentem ao viver na nossa sociedade.

2) – Essas histórias são contadas por celebridades (entre eles Johnny Luxo, Candy Mel – Banda Uó -, Laerte, Ney Matogrosso, Dudu Bertholini e Rogéria), artistas e pessoas do universo LGBT (como João W Nery, Léo Moreira Sá, Letícia LanzBianca Soares) até chegar em pessoas totalmente desconhecidas do público. Ou seja, é uma diversidade de opiniões e visões super bem elaboradas e conectadas na narrativa da obra.

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3) – Ao meu ver, o fio condutor da obra mostrou como é difícil viver em uma sociedade que quer mandar em que você e na forma como cada um deve “utilizar” o próprio corpo.

4) – Gostei bastante da fotografia, que apresentou alguns ângulo interessantes, muitos closes em quem estava dando depoimento (recurso que faz com que você se sinta muito pró[email protected] das pessoas).

Agora, um elemento na cena senti que foi desnecessária a sua utilização, principalmente por parte de alguns entrevistado. Refiro-me ao um terno em formato de bolsa que faz o papel de uma pessoa retrógrada e imaginária. Mas isso já exposto, essa visão social e ultrapassada, na opinião das pessoas, diante de suas vivências diárias.

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5) – Ainda vale a pena dizer que foram várias as falas de impacto, que me fizeram querer levantar e aplaudir. Deu muito vontade de colocar no replay e sair por aí, com um alto faltante, para todo mundo ouvir e entender como as pessoas sofrem por elas não poderem ser elas mesmas – e como o mundo pode ser melhor se respeitarmos a vontade dos outros.

6) – Mas talvez o que mais me tocou em tantas boas frases, em histórias duras, difíceis, mas, ao mesmo tempo, vibrantes e motivadoras, é que, no final, tudo se conectou com a descoberta de que, como diz Sartre “o inferno são os outros”.

As pessoas querem ser elas mesmas, mas, no final, depois de tanta luta, de sofrer tantos preconceitos, querem mesmo é passar em branco, na unanimidade, perante a sociedade.

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E agora resta a pergunta que não quer calar: eu saí ou não da sala de cinema?! Diante de toda essa explanação sobre a obra, o que você acha? Deixe o seu comentário abaixo!

Mas antes, veja o trailer de De Gravata e Unha Vermelha:

Imagens: Google Imagens. 

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