A História das Lésbicas Punks Anarquistas Separatistas que Criaram uma Festa Fetiche nos Anos 80

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Uma história incrível de um grupo de lésbicas fora da curva que criaram uma festa fetichista

Lésbica. Punk. Separista.

Você acha que tudo isso não se conecta?

E se falarmos que tudo isso realmente se conecta conecta e em 1980?

Na verdade em, exatamente, 1987?

Nesse período, Londres era totalmente diferente.

Os LGBTs se reuniam em um pub chamado King’s Cross e se cruzavam, inicialmente, em protestos.

Nessa época, as lésbicas começaram os seus próprios clubes de fetiches – um deles se chamava S & M.

Uma das participantes é a artista e cineasta Siobhan Fahey que fez um filme do momento, Rebel Dykes.

Só para situar no clima do momento: na época, a primeira-ministra Margaret Thatcher estava no poder, tendo acabado de ser reeleita.

Na obra, a cineasta mostra e analisa a vida dela com os seus amigos, uma gangue de anarquistas, punk, separatista e lésbicas.

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E também apresenta a guerra cultural que elas enfrentaram contra um grupo de feministas, lésbicas e nervosas.

Em entrevista a Vice, Siobhan diz que “ser LGBT era perigoso – as pessoas ficariam horrorizadas com a ideia de ver gay se beijando ou debruçando em público. Lembro-me de mulheres vestidas de palhaço sofrendo muita violência, sendo espancadas regularmente.

Não havia nenhum modelo a seguir. Mas havia uma ótima fonte de excitação ou diversão de ser pessoas de fora [do padrão]. Todas juntas, como as meninas más.

Nós vestimos couro, tinha cortes de cabelo planos, usávamos botas grandes – um olhar muito forte para que você soubesse que éramos uma gangue. Nós fomos afastados na sociedade e marginalizadas na comunidade lésbica mais ampla também.

Houve uma grande divisão na época entre nós e as mulheres que se chamavam ‘lésbicas políticas’. Elas eram tão opostas aos homens que achavam que a melhor coisa eram se tornar uma lésbica. Elas nem sequer eram mulheres lésbicas.

Elas simplesmente odiaram qualquer coisa que pensassem ser ‘heterogêneas’, como disseram; butch e femme, fantasias que envolviam algo masculino, poderoso.

Elas estavam loucamente contra o dildos e muito anti-pornografia. Elas eram realmente extremos e realmente irritantes.

Penso que, de certa forma, elas se tornaram o que você chamou de TERFs [feministas radicais trans-excludentes] hoje.

As filósofos que basearam as suas idéias eram algumas das mesmas pessoas ali presentes, como Sheila Jeffreys e, mais tarde, Julie Bindel.

As mulheres trans são inimigas agora, mas nós sempre fomos as inimigas.

Foi um trabalho muito difícil. Muito deprimente para uma lésbica naquela época.

Sentimos que as pessoas sempre nos diziam que ser lésbicas ou feministas era o caminho errado”.

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E em relação ao clube de fetiche, nessa mesma entrevista, Siobhan Fahey relata que “1987 foi um ano importante porque um icônico clube de fetiche lésbico abriu e se tornou uma verdadeira casa para nós, punk dykes.

Era o lugar onde as diferenças entre as feministas mais direitas e as mulheres punk sexualmente positivas se tornaram bem visíveis.

Foi chamado de ‘Reação em Cadeia’ realizada, nas noites de terças, em um bar gays, em Vauxhall, o The Market Tavern, que desapareceu há muito tempo.

Eu era uma stripper na primeira noite e lembro que havia muita gente experimentando com S & M.

Muito couro!

Alguém fez um show de sexo em uma moto. Foi selvagem.

Era uma comunidade real – as pessoas conheceram amantes e amigos que se tornaram amigos e amantes até hoje”.

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E aí, consegue imaginar essa cena:

Em 1980, em Londres, existia um bar fetiche, cheio de lésbicas anarquistas que amavam o punk?

Realmente, descobrir essas coisas pela Internet é incrível!

E esperamos que, um dia, quem sabe, possamos assistir a esse filme.

Deve ser incrível!

Imagem: Vulcão Del Lagrace // Rebel Dykes // Del Lagrace Volcano.


 

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