[Festival Mix Brasil 2015] “Este ano foi o ano da surpresa, pois tínhamos um festival de sucesso já fechado para esta edição e, de repente, nossa realidade mudou”, diz Joao Federici, organizador do evento

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Conversamos com o organizador do maior evento cultural LGBT da América Latina

festival mix brasil 2015

Gay. Lésbica. Transgênero. Bissexual. Travesti. Simpatizantes. 139. 28.

Pelo título desse texto, você sabe o que tudo isso significa, né?

A 23ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade aterrissa com tudo em São Paulo, entre os dias 11 e 22 de novembro.

23ª edição do Festival Mix Brasil

Aqui, no Reversa Magazine, já é nossa tradição não só incentivar você a participar dessa grande festa cultural LGBT, como toda a nossa equipe unir esforços para cobrir as diversas atividades (que muitas vezes ocorrem ao mesmo tempo): a começar pelo teatro, passando por apresentações musicais, debates, leituras dramáticas e performances, até chegarmos à intensa seleção de filmes.

Tudo isso porque acreditamos que o Festival Mix Brasil sempre fez, faz e fará um papel muito importante. “O Festival sempre está em movimento como toda a nossa sociedade. Precisamos estar alertas a tudo o que é relevante no momento. A cada ano, tentamos trazer e exibir no evento o que há de mais atual nas discussões da diversidade, seja nas questões voltadas para a identidade de gênero como na orientação sexual”, explica Joao Federici, organizador.

festival mix brasil 2015

O Festival Mix Brasil 2015 irá homenagear Suzy Capó, jornalista e uma das fundadoras do Mix Brasil que, infelizmente, veio a falecer no primeiro semestre desse ano. Portanto, será entregue à produção cultural mais inovadora e transgressora, o prêmio com o nome de Suzy.

A grande novidade do Festival Mix Brasil desse ano, além da programação incrível (da qual falaremos mais abaixo), é a conexão com a 1ª Conferência Internacional [SSEX BBOX]. Mas, para chegar até aí, não foi nada fácil. Segundo Joao, “este ano foi de surpresa, pois tínhamos um festival de sucesso e parceiros já fechados para esta edição e, de repente, nossa realidade mudou. Tivemos que rever nosso orçamento com um corte de 40%. Mas, como sempre, as parcerias como a que temos com o [SSEX BBOX] e o reconhecimento nacional e internacional do Festival fez com que a maioria dos artistas nos ajudasse a realizar mais essa edição, que abrimos na quarta, dia 11, com um número gigante de atrações. Teremos quase 200 ao todo”.

festival mix brasil e ssex bbox

Outro recorde desse ano foi o número de curtas-metragens inscritos: 370. Desses, 54 são curtas com produções nacionais que serão exibidas durante o Festival. E não podemos esquecer que o Festival Mix Brasil continua com uma programação de curtas dedicados às crianças, intitulada Crescendo com a Diversidade.

E os convidados? Olha só a listinha de pessoas presentes:

Wieland Speck, diretor do Panorama do Festival de Berlim;

Carol Queen, uma das mais importantes ativistas pelos direitos da comunidade queer e de profissionais do sexo, também responsável pela inclusão da bissexualidade, como uma identidade positiva, na sigla LGBTQ;

Daniela Sea (já falamos dela nesse textinho aqui) atriz (ela interpretou o transexual Max, em The L Word) cineasta, musicista e ativista americana;

daniela sea

Buck Angel, ator, produtor, diretor e ativista da causa trans;

Karine Teles, atriz e diretora (de “Que Horas Ela Volta?” e “Otimismo”);

Os seguintes diretores também farão parte da programação:

Carlos Nader, André Antônio, Victor Nascimento, Marina Person, Breno Baptista, Luciana Vieira, Rodrigo Fernandes, Samuel Brasileiro, Ticiana Augusto Lima, Victor Costa Lopes, Ricardo Targino, Helena Ignez, João Monteiro, Raphaela Comisso, Rafael Saar, Hylnara Anny Vidal, Márcia Bellotti, Sueli Araújo, Fernanda Rocha, Daniel Favaretto Dudu Quintanilha,  Leandro das Neves, Will Domingos, Estevan de la Fuente, Débora Zanatta, Cristiano Sousa, Luciano Carneiro, André de Oliveira, Julia Aguiar, Bruno Roger, Rodrigo Cavalheiro, Lara Dezan,  Rafael Aidar, Lucas Padilha, Otavio Chamorro e Chico Lacerda.

Ufa, você acha que acabou?

É lógico que não!

Ainda haverá, no teatro, o Dramática em Cena que traz a estreia nacional da peça Homens nas cidades, um monólogo com Laerte Mello e direção de Francisco Medeiros, além de 120 dias de Sodoma, com texto e direção de Rodolfo García Vázquez, Tadzio, peça de Zen Salles e direção de Dan Rosseto, Phedra por Phedra, com direção de Robson Catalunha, Maria que Virou Jonas, texto de Cássio Pires, Desamor, de Walcyr Carrasco e Marica, de Pepe Cibrián Campoy.

No Mix Music, uma das grandes atrações será o rapper Rico Dalasam. O artista, que desafia a noção de normalidade na música e no gênero, inaugurou a cena queer rap no Brasil. Presente na cena do hip-hop há mais de 14 anos, a DJ, produtora musical e MC, Luana Hansen, também irá se apresentar no festival. O repertório traz composições engajadas que questionam o machismo, a opressão e a homofobia.

Por fim, o Festival Mix Brasil 2015 fecha com o tradicional Show do Gongo, no qual atrações serão submetidas ao júri popular e convidados comandados por Marisa Orth. Os interessados poderão se inscrever no balcão de credenciamento durante o festival ou até horas antes do início das gongadas, que acontece em São Paulo no dia 17 de novembro às 21h.

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E aí, já sabe o que vai assistir?

Se ainda não se decidiu, não se preocupe. Esse nosso texto sobre o Festival Mix Brasil 2015 apresenta uma seleção esperta do Reversa Magazine, além de dicas quentes de Joao Federici sobre algumas obras imperdíveis.

Até logo e bom festival a todos!

Imagens: Facebook Festival Mix Brasil e Google Imagens. 

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