Você Precisa Conhecer esse Filme Lésbico que Mistura Film Noir e Radionovela

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Uma entrevista com o escritor de um dos filmes brasileiros mais originais que já vimos

Sabemos que você sempre está em busca de conhecer novos filmes lésbicos e, principalmente, LGBTs, certo?

E, nós, do Reversa Magazine focamos em apresentar a você não só aquelas obras que estão / serão lançadas como também mostrar trabalhos que podem não ser tão conhecidos, porém rodou / está rodando festivais de cinema LGBT.

E mais… Trabalhos que são realmente originais e interessantes, não só do ponto de vista estético como de roteiro.

Um curta-metragem que se enquadra em tudo que falamos acima é o “Aspirina para Dor de Cabeça”, que já recebeu os seguintes prêmios em festivais:

Tive a oportunidade de assisti-lo quando fui uma das curadoras da área de curta-metragem do Festival Mix Brasil da Cultura da Diversidade, ano passado.

E desde então, ficamos “namorando” uma entrevista com o diretor Philippe Bastos.

Antes de você lê-la (sim, ela finalmente saiu!), convido para dar o play na janelinha abaixo e conhecer a obra “Aspirina para Dor de Cabeça”.

Assim você irá entender o porquê, particularmente, penso que é um trabalho super legal, que mostra um ‘filme lésbico’ (abaixo você entenderá porque coloquei uma leve aspas aqui) com várias referências aos movimentos que foram tão importantes para a história e construção do cinema.

Então assista ao trailer de “Aspirina para Dor de Cabeça” agora:


Feito?

Agora, simbora para a entrevista com o diretor de “Aspirina para Dor de Cabeça” Philippe Bastos:

Reversa Magazine: O seu filme tem muitas referências no film noir e radionovela. Como você chegou nessas referências?

Philippe Bastos: Eu sempre fui um grande fã de cinema clássico.

Com isso fui muito influenciado com os filmes dos anos 1930, 1940 e 1950. Época específica dos filmes noir.

Nesse filme, eu quis fazer uma grande homenagem a essa época que tanto me inspirou a fazer cinema.

A radionovela entrou com o intuído de fazer um filme mais lúdico, fora do comum.

Quis contar a história do filme de uma maneira alternativa. Tornando assim, o rádio, um personagem real na história. Colocando toda a trama em um ambiente ficcional fantástico.

A presença do melodrama na radionovela sempre foi uma característica grande da época e dos filmes noir.

Reversa Magazine: Como você teve contato com o roteiro?

Philippe Bastos: O roteiro eu escrevi com a colaboração nos diálogos de Gleyson Spadetti.

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Reversa Magazine: A pitada, digamos, lésbica do filme, ao meu ver, é muito sutil. Não fica explico, bem, pelo menos para mim.
Foi difícil encontrar esse timing para que algo não ficasse over demais, principalmente porque o filme têm referências de uma época em que a sexualidade além da heterossexual não era uma coisa tão, digamos, “divulgada” e “falada”?

Philippe Bastos: Sim, foi difícil pois uma relação homoafetiva nessa época seria algo na maioria das vezes indiscutível.

Queríamos retratar um cotidiano real para aqueles tempos. Pois o filme já tem essa linguagem surrealista no ar.

A narração do rádio é uma espécie de válvula de escape para desejos reprimidos dos personagens. Retratando assim o TABU de não se dialogar sobre o assunto. Dessa maneira os personagens não falam, pois a falta de diálogo era enorme.

No filme, a sutileza é para nos mostrar como é delicado tratar de um assunto que poderia não ser um tabu, e sim, apenas uma relação de amor.

Reversa Magazine: Gostamos sempre de saber dos bastidores. Conte para gente uma passagem legal?

Philippe Bastos: Durante as gravações, filmamos tudo sem o rádio e quando eu dizia, ação, tudo ficava em silêncio. Foi como filmar um filme mudo. Foi uma experiência mágica para todos.

Outra passagem muito legal, é que todos os atores e profissionais envolvidos no projeto se solidarizaram para ajudar o filme. Assim, tivemos um mês de ensaios e estudos para a realização do projeto.

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Reversa Magazine: O nome do filme leva uma marca de um remédio. Você chegou ter algum contato com a empresa e/ou ela te contactou?

Philippe Bastos: Segundo o advogado da produtora, no caso do nome Aspirina possui somente a marca na classe 5 no INPI, ou seja, Aspirina está classificada somente em medicamentos que atuam no sistema nervoso central ou periférico.

Sendo assim não há problema em usar em obras literárias, peças teatrais ou em obras áudio visuais. Somete não pode ser utilizada a “marca” ou a logo onde o produto é produzido.

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Reversa Magazine: O seu curta-metragem “Charlotty” sobre a história de uma transexual vítima de homofobia em sua formatura está em qual etapa do trabalho?

Philippe Bastos: Estamos bem no início.

Começamos esse mês a desenvolver a campanha de crowdfunding.

Dentro de alguns meses lançaremos a campanha online para finalizarmos a captação de recursos e filmar o projeto.

Reversa Magazine: Sabemos que o seu longa-metragem “Uma Trama de Radionovela”, que é, digamos, a continuação do “Aspirina para Dor de Cabeça” já está escrito.
Tem algum planejamento para quando irá começar as gravações e/ou produções? Você vai manter o elenco original?

Philippe Bastos: No momento temos somente o primeiro tratamento do roteiro finalizado.

Estamos à procura de produtoras que se interessem pelo roteiro.

Ainda estamos buscando parceiros que queiram ajudar no projeto desse longa.

 

Imagens: Divulgação // Aspirina para Dor de Cabeça.

 


 

Antes de ir Embora…

 
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