Florianópolis LGBT: “É um local muito masculino, a cena é muito pequena, porém há festas lésbicas esporádicas, explica Marta Dallas Chiesa

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Presidente da Associação Brasil de Turismo LGBT (Abrat) explica como é a cena LGBT e de surf em Florianópolis

Pele bronzeada, areia, pouca roupa e água. É claro que tudo isso remete à praia, opção de lazer e férias popularmente procurada pelas pessoas para refrescar, ver gente, tomar um sol e… surfar!

E se além de todos esses atrativos envolvidos na prática do esporte você puder encontrar pessoas LGBT melhor ainda, não? Mas será que temos mulheres para nos representar no surf que, a cada dia mais se aproxima do nosso cotidiano? Veja bem, estou falando de “mulheres”, independentemente da sua opção sexual. “No Brasil, há uma grande organização de surf para mulheres, que eu não conhecia e se chama ‘Longarina Surf’. São milhares de meninas daqui, de São Paulo, que se organizam e fazem mil e uma atividades no litoral de São Paulo”, explica a surfista e presidente da Associação Brasil de Turismo LGBT (Abrat), Marta Dalla Chiesa.

diminuiu surf

Esse questionamento foi levantado após uma conversa com Marta, no meio do março, realizada na sede da Abrat, em São Paulo, sobre as atividades que ela estará desenvolvendo para o período entre setembro / outubro, que envolvem turismo, público LGBT e a cidade de Florianópolis. Haverá uma semana de atividades para gays e lésbicas em um “Surf Camp”. “São duas noites em Floripa e depois surf e natureza na Praia do Rosa. Você compra um pacote em que nós organizamos tudo, pegamos você no aeroporto, já estão inclusos os jantares e tem o ‘Surf Camp’ – uma clínica de Surf: de manhã praia, onde há instrutores que irão explicar desde como se deve subir em uma prancha até alcançar o melhor pico. Além disso, fazemos a seguinte viagem com os participantes: na Praia do Rosa, levamos as pessoas até a Costa, onde estão as melhores ondas e umas baías super bonitas. Isso tudo até chegarmos ao Farol de Santa Marta, que é um destino meio remoto, que surfista adora. Isso acontece no quarto dia”, detalha a presidente.

“A escola de surf não é gay, mas desde que eu montei os pacotes, tudo se encaminha muito bem. Os instrutores são super jovens, bonitos e sem nenhum preconceito. Tem um clima muito legal. Todo mundo entende que os instrutores são friendly e há um respeito mútuo”, enfatiza.

E além do surf e de praia e sol, o que podemos fazer em Florianópolis? Marta explica: é um local muito masculino, a cena é muito pequena, porém há festas lésbicas esporádicas. É a mesma coisa que em São Paulo em que uma festa acontece a cada mês e sempre muda de local. Mas tem um bar muito legal, que fica na lagoa, chamado Caravana e é mais focado no público feminino. Vale lembrar que é um bar e não um clube. É só chegar cedo, ir para um happy hour e se estender por ali. No verão, Floripa se torna um destino ótimo, até para meninas porque há mais turistas e a praia está mais cheia. No sul da ilha, em Açores, vão muitas mulheres, a maioria casais”, finaliza Marta.

07Ou seja, o negócio é esperar o verão ou setembro / outubro quando há o evento de surf LGBT em Floripa para que a ilha se torne a “ilha do amor LGBT”.

Imagens: Splashbase.

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