“Ousadia Também é Fundamental para Quebrar as Regras Ultrapassadas que Existem”, diz Madblush

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Entrevistamos um dos Expoentes da MPBTrans, Leia!



Um dos nossos propósitos é apresentar artistas LGBTQ+ que são incríveis, ousados e impactantes.

É por isso que apresentamos essa entrevista sensacional com o músico, compositor e DJ Madblush.

O artista gaúcho é um dos nomes da MPBTrans, movimento musical que conta com artistas que discutem gênero e sexualidade por meio da música, como Liniker, As Bahias e a Cozinha Mineira, Valéria Houston, Pabllo Vittar e Johnny Hooker, entre outros.

Ele lançou alguns trabalhos recentemente.

Destacamos a canção “Kiss”.

“A música chega com uma mensagem bem direta, todos têm direito de beijar à vontade, homens e mulheres, sejam eles héteros ou gays, cisgêneros ou transexuais”, ressalta Madblush.

E então, enquanto você lê a entrevista que fizemos com ele, dê o play em “Kiss”:

Madblush – Kiss (Official Video)
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Reversa Magazine: O seu clipe é muito cheio de simbolismo. Podia citar desde Mika até Erasure, mas o que realmente me destacou mais foi uma conexão direta com o filme “Party Monsters” por causa das cores.
E para você, qual foi a inspiração mais direta para compor esse vídeo?


Madblush: Nós, eu e o diretor Thiago Carvalho queríamos passar uma ideia pop e bem focada na questão de ter a liberdade de se beijar quem quiser. O diretor criou uma atmosfera bem colorida e com algumas referências em clipes dos anos 90, principalmente nos fundos.

A cena inicial segurando o pé e interagindo com a perna foi uma ideia minha, onde eu queria marcar a questão do beijo e a sedução, mas sem ter o beijo na boca, que depois apareceria com tudo.

Esteticamente gosto muito deste começo e ele tem um simbolismo mesmo, de amor, de devoção talvez e sensualidade. Assim como a dança de “acasalamento”.

Reversa Magazine: A nova geração de [email protected] [email protected], sejam [email protected] héteros ou não, está rompendo com o que “conhecemos” como MPB, afinal o violão acústico sempre esteve presente em 80% das produções.
Como é para você fazer dessa geração que está revolucionando a música, o comportamento, as relações sociais e os valores das pessoas?


Madblush: É incrível poder fazer parte disso porque sempre pensei em fazer as coisas de uma maneira diferente do convencional mas ao mesmo tempo mostrar que isso pode ser consumido!

Essa abertura do mercado podemos dizer assim, é incrível para poder diversificar mais e dar espaço maior para mais estilos musicais e artistas diferentes que estão falando sobre assuntos reais da sociedade ou simplesmente estão livremente expressando sua musicalidade sem medo de serem eles mesmos, vestidos como querem, maquiados ou não, misturando gêneros, sendo verdadeiros.

Isso por mais difícil que possa parecer ainda para alguns está acontecendo e está sendo incrível porque o medo está ficando de lado.

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Claro, a ousadia também é fundamental para quebrar as regras ultrapassadas que existem e que em muitas situações estão querendo voltar… Mas agora a gente não vai deixar mais! Hehehehehehe.

Reversa Magazine: Já teve que passar por uma saia-justa em uma apresentação? Como foi e o que fez para superá-la?


Madblush: Hummm… Sou muito bom de improviso então problemas técnicos que sempre podem acontecer eu tiro de letra.

Canto uma acapella, converso com a galera, protesto, faço piada ahahhah.

Acho que a maior saia justa, nem sei se posso chamar assim, foi na minha apresentação ano passado ( 2016), na Marcha Por La Diversidad, em Montevideu (Uruguai), para um público de 75 mil pessoas e eu estava com cachumba (ahahhahahh) e tive que fazer o show muito inchado e com medo de não conseguir cantar…. Mas eu me maquiei muito e consegui disfarçar tudo!!

E foi um dos melhores shows! Mesmo ficando exausto após! Assistam!

Reversa Magazine: Como é o processo da sua processo porque dá para perceber que você tem um carinho muito especial com a imagem / mensagem que quer transmitir com as suas atitudes?


Madblush: Então… Meu processo, em algumas vezes, é até natural podemos dizer.

Algumas ideias ficam talvez no subconsciente e explodem do nada.

Algumas vezes é assim, quando não defino algo específico.

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Sou meio (quase que totalmente ) camaleão e mutante, então gosto de misturar etnias, texturas, cores, gêneros muitas vezes.

Acho que a costura nisso tudo é minha energia pessoal. Estou explorando mais a parte corporal também agora (e eu ainda me achava meio tímido).

A questão visual é muito importante pra ilustrar o que se quer passar. Acho que faço isso bem e com amor porque isso sempre esteve em mim.

Reversa Magazine: Em 2014, você foi um dos destaques do Gay Music Chart Awards. O que isso trouxe de benefício para a sua carreira e mudou algo na sua forma de pensar como artista LGBTQA+?


Madblush: Foi muito legal e deu um certo reconhecimento sim. Mas estar no sul do país, em Porto Alegre, é complicado.

Meu trabalho é único na cidade (por um lado é ótimo), mas você não tem um mercado. Mesmo eu conseguindo todo o apoio da mídia local, não acontecem muitos shows na cidade como com bandas e artistas parecidos.

Por isso estar em SP é um fator bem importante também com relação a divulgação de coisas como esta.

Ter sido destaque no Chart, inclusive nos anos seguintes e agora concorrendo novamente como Melhor Clipe brasileiro de 2016 com a música “LoveLoveLove”, me deu mídia e fez muita gente conhecer meu trabalho, talvez até mais fora do Brasil.

MADBLUSH – LoveLoveLove (Official Video)
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O legal também foi conhecer muitos artistas que em alguns pontos pensam parecido musicalmente.

Reversa Magazine: Qual é local que você sonha em fazer um show? E por quê?


Madblush: Eu gosto e preciso da troca de energia com o público. Me sinto realizado! Estar no palco é o final de um processo de criação!

Acho que cada lugar tem uma pegada e energia diferente. Posso fazer uma apresentação em um club pequeno e ser mágico! Mas confesso que um público grande me fascina.

Não sei bem dizer qual local eu quero fazer show, na verdade em muitos!

Estou apenas começando! Festivais! Fora do país! Enfim, eu quero fazer!

Reversa Magazine: Qual mensagem deixaria para @s homofó[email protected] de plantão?


Madblush: Procurem um médico! Um psicólogo!

Vocês sim, tem problemas e precisam de ajuda.

Não há explicação para um ódio/medo/aversão tão grande por algo que não te diz respeito: a vida sexual de outra pessoa.

Reversa Magazine: Quais são os seus próximos passos?


Madblush: Divulgar muito a primeira parte do álbum CACTUS que já está disponível em todas as plataformas.

Lancei o clipe novo para a música “Não me diga o que fazer!”, uma das inéditas nesta primeira parte!

Madblush / Não Me diga o que Fazer! – CACTUS PT.1 (Audio)
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Fazer muitos shows e mostrar a minha música e arte para cada vez mais pessoas, públicos.

E fazer com que o mercado valorize mais esse trabalho que vem sendo feito de maneira séria e original!

Imagens: Divulgação e Reversa Magazine.

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