O Guia Completo [email protected] Melhores Séries e Filmes LGBT 2016

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Kelly Lima não só faz uma retrospectivas [email protected] melhores séries e filmes LGBTs de 2016 como também indica obras audiovisuais voltadas à comunidade LGBT

Culturalmente falando, 2016 foi um ano cheio de destaques.

Tentarei apontar os mais importantes e, para facilitar a leitura, vou dividir o texto em duas partes. A parte 1 (essa que você está lendo) terá tudo o que rolou de interessante no Cinema em 2016 e, na parte 2, abordarei as séries norte-americanas e minisséries brasileiras que mais chamaram a atenção. Apenas para conhecimento, esse texto foi escrito ao som de “Joanne”, da Lady GaGa.

Ouça também:

Então, vamos lá!

Acompanhe nessa jornada por esse mundo cinematográfico, onde a vida imita a arte e vice versa.

Sei que, em qualquer lista, é normal muita coisa ficar de fora, por isso, peço desculpas se aquele filme ou série que você mais curtiu não está aqui – a ideia é que possamos trocar experiências e criar uma boa recordação sobre o tumultuado ano que passou.

Bem, é necessário começar essa lista de melhores filmes explicando que não cheguei à conclusão de qual deles seria o melhor. Por isso, digo MELHORES do ano.

Um dos grandes destaques é  Amor por Direito (Freeheld), com Julianne Moore e Ellen Page.

O filme é inspirado no documentário de 2007 – recomendo a todos que assistam – e trata de uma disputa legal de uma policial diagnosticada com câncer. Ela quer que sua parceira tenha direito à pensão e luta com todas as forças para que a devida justiça seja feita.

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O ponto alto do filme é a incrível atuação de Ellen Page, que consegue atingir a perfeição na sua personagem.

O documentário foi pouco citado nas grandes premiações, embora isso, na minha opinião, não seja algo a ser considerado para avaliar um filme como “melhor ou pior”.

A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl) recebeu alguns prêmios e foi muito citado nas redes sociais, além de ter tido uma divulgação massificada. Até imagino que seja o favorito de muitas pessoas, o que não
é o meu caso. Porém, não posso deixá-lo de fora da lista.

O filme relata a história de Lili Elbe, sua busca em tornar-se uma mulher e todo o percurso para chegar ao seu objetivo. Vale apontar que Lili, historicamente, foi a primeira transsexual a recorrer à cirurgia. O que me intriga e que, de certa forma, me faz “desgostar” da obra é seu aspecto técnico.

O filme é lento, se desenvolve vagarosamente – ou, talvez, porque eu o tenha assistido em um dia atravessado, fiquei com essa impressão.

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Enfim, a obra merece ser vista para que vocês possam tirar suas próprias conclusões.

Carol precisei assistir duas vezes.

A adaptação foi tão bem feita que, mesmo sendo fã do livro, não encontrei detalhe ou modificação que tenha contribuído para a perda da essência desse romance – o primeiro, ou um dos primeiros em que a personagem lésbica não morre no meio ou no fim da história.

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A música sonora é fantástica, o roteiro é fabuloso e as atuações são divinas. Cate Blanchett, no seu padrão, arrasando, mas quem se destaca mesmo é Rooney Mara, que trouxe uma Terese ao mesmo tempo inocente e tão cheia de amor, tão profunda – no livro, Carol é minha personagem favorita. No filme, a Terese de Rooney.

O filme é belo, fascinante e delicado como o livro – veja o filme, leia o livro, ou faça na ordem que preferir.

Outro destaque é Um Belo Verão, uma produção francesa da diretora Catherine Corsini, com Cecile de France, sobre a passagem da menina para a mulher, que a protagonista vai desvendando durante o longa.

Uma narrativa bacana, sensível, tocante. Suas personagens tem tanta história para contar que cada uma merecia seu próprio filme.

Tangerine é, sem sombra de dúvida, um dos melhores que assisti nos últimos tempos. Ele faz rir, faz chorar, prende a atenção, intriga com sua sinceridade que, brutalmente, reflete uma sociedade infeliz e cheia de preconceitos e revela como suas encantadoras personagens vão se virando, sobrevivendo.

O filme é inovador por ter sido filmado inteiramente por uma câmera de celular.

Na minha modesta opinião, essa é a função básica de um filme – chamar a atenção para si e, ao mesmo tempo, para a vida real.

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Assim nós, humanos, podemos melhorar com o passar do tempo e aprender com os nossos erros e experiências.

Parte II – Melhores Séres LGBT de 2016

Continua aqui a segunda parte da retrospectiva 2016 sobre as obras que mais se destacaram nas telinhas e telonas do mundo.

Séries LGBT que se sobressaíram, seja por seus temas, personagens, repercussão e atores envolvidos.

Vamos a elas?

Nas suas primeiras temporadas, “Gaycation” e “You Me Her” se destacaram por trazer certo frescor entre as séries.

Nos dois casos, não se trata de “mais do mesmo”, com personagens interessantes e temas atuais. “Gaycation” é uma série/documentário, que conta com a atriz Ellen Page em um trabalho documental dos mais importantes.

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Ela percorre vários lugares pelo mundo para trazer à tona e deixar às claras o preconceito vivido pela comunidade LGBT.

Já “You Me Her” é uma série com 10 episódios sobre um casal hetero que se apaixona pela acompanhante contratada pelo marido em uma tentativa de apimentar o seu casamento. Sim! Você leu certo! O casal se apaixona pela moça.

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A série é muito bacana e apresenta o poliamor de uma forma “respeitosa”.

Embora caia em alguns clichês, tem essa característica de não ser mais do mesmo. Uma das melhores estreias do ano.

Na sua segunda temporada, Grace & Frankie nos agraciou pelo roteiro e pelas atuações magistrais de Jane Fonda e Lily Tomlin – sou suspeita, pois amo as personagens e a história. Foi ótimo ser surpreendida por uma temporada tão boa quanto a primeira.

Trata-se de um grande acerto da criadora Marta Kauffman, a mesma de “Friends”, nessa reunião em que tudo é graciosamente muito bom.

Os episódios são na medida certa.

Para quem não conhece, esta é a história de Grace e Frankie, amigas criadas pela ocasião, que têm seus casamentos acabados e seus respectivos maridos, Robert e Sol, ficam juntos.

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O mais bacana é que o enredo mostra os dois lados: o delas e esse novo relacionamento entre os homens, que, na terceira idade, se uniram e se renderam ao grande amor de suas vidas, trocando experiências com suas ex esposas e seus filhos.

Na sua terceira temporada, “Transparent” se renova com indiscutível maestria, trazendo à tona, cada vez mais, problemas sociais e atuais com apontamentos importantes para toda sociedade.

“Transparent” conta a história de Mort, na verdade, Maura, uma transsexual em processo de transição.

É muito mais uma série sobre a família de Maura e seus três filhos adultos: Sara, uma bissexual em busca de respostas para perguntas que nem sabia que existiam; Josh, um produtor musical em busca do amor da sua vida; e Ali, a caçula, que tenta se descobrir em todos seus relacionamentos.

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A ex de Maura também é uma das presenças importantes, assim como as amigas que a personagem encontra no decorrer das temporadas.

Aproveito para dizer que não há nada de muito novo na terceira temporada de “How to Get Away With Murder” e na quarta de “Orange Is The New Black”.

Uni neste parágrafo as duas séries por ter tido grande decepção com ambas. Talvez fosse importante para a trama, mas houve um afastamento e uma morte desnecessárias para o novo casal formado em OITNB; e, o afastamento de Eve, uma das personagens mais legais já apresentadas em HTGAWM – para quem acompanha várias séries como eu, é fundamental que tudo siga uma lógica e esses dois eventos não convenceram essa que vos escreve.

Na linda primeira metade da quarta temporada de “The Fosters”, vemos mudanças, umas importantes, outras nem tanto.

A maior delas é de elenco, o que pode atrapalhar o desenrolar da história, mas isso, felizmente, não acontece – o novo Jesus trouxe um adolescente não tão chato quanto o anterior – deve até ter ocorrido uma alteração no roteiro, que envolve mais toda a família do que apenas alguns integrantes dela. Até o casamento blindado é posto a provas.

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Para quem não conhece, The Fosters é a história de um casal lésbico formado por Stef e Lena – o melhor de todos os tempos – que adota dois irmãos, Callie e Jude. Já viviam com elas os gêmeos adotados, Mariana e Jesus, além de Brandon, que é filho biológico do primeiro casamento de Stef com o seu atual parceiro na força policial. Lena é diretora da escola Anchor Beach, frequentada por todos os adolescentes. Drama é o que não falta na série produzida por Jennifer Lopez – uma das melhores da atualidade.

O ano de 2016 também trouxe o fim de “Vicious”, “Faking It” e “Looking” – a primeira, uma produção britânica; a segunda, produzida pela MTV; e a terceira, pela HBO.

É uma pena, pois se tratam de séries com personagens cativos e queridos pelo público em geral. “Vicious” é fabulosa pelo humor inteligente e pelas atuações incríveis.

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Eu acompanhei “Faking It” até a segunda temporada e pretendo colocar isso em dia no Projeto Férias, junto com “Looking” que conta com duas temporadas e um filme.

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Uma minissérie que se destacou em 2016 foi “Deep Water”.

É uma versão água com açúcar dos fatos que aterrorizaram os anos 80 na Austrália – os diversos assassinatos com vítimas gays que não tiveram seus casos investigados apenas pelo fato de serem gays.

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Recomendo que também assistam ao documentário de mesmo nome, que deu origem à série, para que possam “verificar” os fatos – na série, quem resolve, faz e acontece é a polícia. Já no documentário, de certa forma, quem cometeu grande parte dos crimes foi a própria polícia.

É interessante para o conhecimento de todos.

O que vou citar agora eu deixei por último por se tratar de um seriado e, não de uma série – as séries possuem capítulos anteriores e posteriores que compõem a trama, as temporadas possuem de 6 até 22 episódios.

Seriados são episódios independentes uns dos outros, com média de 1 hora cada. Trata-se de um episódio de “Black Mirror – San Junipero, 3×04” – que traz Kelly e Yorkie, garotas que formam um adorável.

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O roteiro, bem elaborado, apresenta aquilo que deixamos de notar em outras pessoas quando as conhecemos. Será que só o meu ponto de vista é interessante?

O que a outra pessoa traz é importante para que o casal possa ser formado, para que a vida seja uma junção de dois seres.

A trilha sonora é ótima, muita coisa dos anos 80.

Esse episódio é um dos meus “favoritos da vida”.

Voltando ao Brasil, duas séries nacionais que trouxeram às suas tramas personagens LGBTs (secundários, mas importantes) foram “Liberdade, Liberdade” e “Nada Será Como Antes” – essa segunda, inclusive, com um casal nada padrão da família tradicional brasileira.

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Nenhuma delas revoluciona o conceito antiquado e globalizado de ser, num modo geral; porém, são pequenos passos até que possamos ver casais LGBTs sem restrição ou jogadas de câmera para pegar apenas certos ângulos – ou outras artimanhas ainda usadas na TV brasileira.

Espero que tenham gostado.

Que 2017 nos traga mais filmes, séries e seriados livres de preconceitos para valorizar o mais importante de tudo nessa vida: o amor.

Até o próximo texto.

Ps.: Obrigada, J, pela colaboração.

Imagens Produzidas pelo Reversa Magazine e fotos retiradas do Google Imagens.

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