Histórias Inspiradoras de LGBTs que Superaram Preconceito e Homofobia em Outros Séculos

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Conheça a história de um clube privado de pessoas trans e a história do primeiro casamento homossexual do mundo

As palavras que mais metem medos em qualquer LGBT+ são preconceito e homofobia.

Aqui podemos colocar no pacote bifobia, lesbofobia, transfobia, etc.

Também quem entende a necessidade de sofrer por ser quem se é?

Quem entende o sofrimento por amar uma pessoa?

E quem compreende que alguém, muitas vezes [email protected], mete a colher na sua vida, quer ditar regras socioculturais e sequer escuta as sua  frustrações, desafios e sonhos?

E mesmo assim, com a sombra do preconceito e da homofobia diante de nós, destacamos duas atitudes de diferentes pessoas LGBT, em outras épocas, para que você possa se inspirar e ver que mesmo com preconceito e homofobia, nós, LGBTs, somos muitos fortes e corajosos de vivermos essa nossa essência.

Portanto vamos, agora, voltar alguns séculos na…

CASA SUSSANA: PARA VOCÊ SER QUEM QUISER!

Nos anos 50, um grupo de travestis e transsexuais criaram um pequeno “refúgio” em Catskills, em Nova York, nos Estados Unidos.

O local era, digamos, uma sociedade secreta para que elas pudessem se encontrar e romper a rotina. Além, é claro, de se sentirem seguras e bem em um espaço.

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Intitulada de “Casa Susanna”, o grupo também se vestia como gostava, tomava drinques e possava para fotos.

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Mais informações sobre a “Casa Sussana”, você encontra nesse livro, com o mesmo nome do local, em que há imagens compiladas por Michael Hurst e Robert Swope.

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Swope, um comerciante de antiguidades, encontrou as imagens da “Casa Sussana” em um mercado de pulgas e são, até então, os únicos registros da casa.

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O 1º CASAMENTO HOMOSSEXUAL DO MUNDO

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Outra atitude que destacamos foi protagonizada por Marcela Gracia Ibeas e Elisa Sánchez Loriga que, em 08 de junho de 1901, se casaram na Igreja de São Jorge, na região de La Coruña, noroeste da Espanha.

Para que o casamento se realizasse, Elisa mudou o seu nome para Mario, vestiu um terno masculino e disse ao padre que seus pais eram protestantes, mas “ele” se convertera ao catolicismo para se casar com a mulher com quem tinha vivido nos últimos anos.

O padre, ao ver a total devoção “do jovem”, realizou o casamento sem pensar.

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O escritor galego Manuel Rivas, autor de “Marcela e Elisa, muito além dos homens”, publicado em galego em 2008, explica como elas se conheceram:

Elas se conheceram em meados de 1880. Marcela era aluna da escola de magistério na cidade de La Coruña, e Elisa, que tinha estudado anteriormente para a mesma carreira, estava trabalhando lá. Foi lá que elas se apaixonaram.

Marcela e Elisa viveram juntas por mais de uma década, porém “o problema” foi quando elas decidiram se casar e, principalmente para aquela época, em uma igreja.

Após o casamento, deram um passeio e tiraram uma foto com José Sellier, um dos fotógrafos mais importantes da cidade, e voltaram a Dumbría, cidade onde Marcela trabalhava.

No percurso, alguns passeiros já desconfiavam que Mário era, na realidade, Elisa.

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E a chegada ao povoado só comprovou o disfarce, além da notícia ter se espalhado por La Coruña. Isso gerou um interesse não só das pessoas, mas também da imprensa que realizou uma cobertura intensa.

Consequentemente, todo mundo queria saber dos detalhes da vida das duas e o caso ganhou repercussão da imprensa internacional (com coberturas inéditas realizadas por veículos de Madri, França, Bélgica e Argentina que competiam para publicar uma foto exclusiva do casal).

Além do intenso assédio da imprensa, também vieram as perseguições da Igreja e da polícia, que conseguiu na Justiça um decreto para prisão das duas.

Sem saída para terem o mínimo de privacidade, quiça uma vida, elas fugiram para Porto, em Portugal – local que Elisa usou o nome de Pepe e, novamente, viveu a farsa de um casal heterossexual novamente por apenas dois meses.

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Em 18 de agosto de 1901, a polícia espanhola levou as duas à prisão.

E, novamente, elas retornaram à mídia porque houve uma cobertura feroz da imprensa, só que, dessa vez, eram os veículos de Espanha e Portugal que faziam tal crueldade.

Uma coisa interessante aconteceu aqui:

A mídia portuguesa tomou partido da causa “Marcela e Elisa”, assim como parte dos espanhóis que viviam em Porto.

Diante de tanta repercussão, a Espanha solicitou a extradição do casal e Portugal, infelizmente, aceitou.

Na Espanha, elas foram julgadas.

Informações da época, publicada pelo “O Comércio do Porto”, registra que Elisa foi inocentada da acusação de adulteração e Marcela de tentar encobrir o crime.

Só que quem pensa que elas viveram na Espanha, está [email protected]

Marcela e Elisa partiram, de novo, para Argentina e mudaram suas identidades, passando a serem chamadas de “Carmem (Marcela) e Maria (Elisa)”.

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Elas não foram juntas, então Elisa chegou em 1903, dois anos após o casamento, e Marcela em 1902.

O problema é que Marcela veio acompanhada de uma criança, sua filha.

Como assim?

Oi?

Vamos com calma. Há várias versões para esse fato, mas as duas mais divulgadas são:

1) – Marcela tinha engravidado durante uma relação que teve com um jovem argentino e Elisa decidiu assumir a criança.

2) – Elisa e Marcela se conformaram em terem uma relação sem ter filhos.

Infelizmente, não há informações e registros sobre a criança de “Marcela e Elisa”.

E depois de algum tempo, na Argentina, Elisa se casou com um homem de origem dinamarquesa.

O casamento foi péssimo, tinha uma diferença de idade entre eles (20 anos), não terminou bem, principalmente porque Elisa não queria ter relações sexuais com o marido.

E com dúvidas sobre essa rejeição de Elisa, o marido procurou informações sobre a esposa e descobriu todo “o caso” que aconteceu na Espanha e Portugal.

Portanto ele denunciou Elisa e pediu anulação do casamento.

Diante desse fato, a Justiça decide que Elisa, então Maria, deveria ser examinada por três médicos, que concluíram que a mulher era realmente uma mulher (óbvio!) e o casamento era perfeitamente válido.

E qual é o final dessa história?

Há muitas perguntas que ainda não foram respondidas.

Algumas são:

– E o que aconteceu depois que a Justiça decidiu que Elisa e o seu marido dinamarquês deveria viver juntos?

– E onde foi parar Marcela nessa história toda? Ela aceitou tranquilamente a decisão da Justiça

– E @ [email protected] de Marcela, qual foi o seu final? Como se chamou?

– As duas ainda se encontravam até quando?

São muitos dados, fotos e informações se perderam na época. Infelizmente…

O que realmente se sabe é que a cidade de Lã Corunã anunciou que dedicará uma rua para as duas porque são consideradas um dos casos pioneiros de união homossexual no mundo.

E o casal Marcela e Elisa se tornou uma das maiores e mais importantes história de amor, principalmente LGBT, de todos os tempos.

Informações sobre Elisa e Marcela foram extraídas de uma reportagem da BBC.

Fotos da Casa Sussan: Time Lightbox / New York Times

Fotos de Marcela Gracia Ibeas e Elisa Sánchez Lorigas: Google Imagens.

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