Quando fui a uma balada lésbica em Viena, com 1.500 meninas

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Nesse texto, conto tudo de bom e de ‘ruim’ que rolou no evento. Por isso, feche todas as abas do seu browser, pare a conversa no What’s App e tenha atenção máxima, vamos lá!   

Já contei aqui que fui cobrir a Parada Gay de Viena, não é?

Pois bem… Depois do evento, fomos jantar e, logo depois, partimos para uma power balada lésbica em um local que acho que você nunca iria imaginar.

Vamos fazer o seguinte, vou te dar dois segundos para adivinhar onde pode ser.

Vamos lá:

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…..

2

…..

E, aí?

Que tal uma balada lésbica com 1.500 meninas em um teatro? Sim: TE-A-TRO!

Pois foi exatamente isso o que aconteceu.

Antes de contar tudo que rolou, preciso situar você sobre algo importante: estávamos no final da viagem, eu tinha ‘turistado’ das 9h da manhã até, mais ou menos, umas 22h, em quatro dias seguidos. Ou seja, eu estava acabada e, inicialmente, pensei que não iria (eu juro que isso aconteceu!).

Fora que, é bom lembrar, antes tínhamos ido a uma feirinha de vendas de produtos artesanais, fabricados por fazendeiros locais, dado uma voltada em um bairro com várias histórias legais sobre a cidade e as pessoas LGBT e, logo depois, a Parada Gay. Ufa! Haja energia.

Eu estava um caco, realmente, mas, como a balada foi em frente ao meu hotel, resolvi tirar forças do além para ir. Além disso, todo mundo do meu grupo estava entrando, até o pessoal que nos recebeu na cidade. Não podia deixar de comparecer, seria uma vergonha – além do que não sei se teria outra oportunidade de ir a uma balada assim.

E assim eu fui…

A balada se chamava Lesbian Party (nada original!), produzida pela Pinked Promotion & Events e foi realizada em um teatro conhecido por receber diversas peças de atores LGBT – inclusive, segundo a nossa guia, existe uma história sobre duas atrizes que se apresentaram ali por um bom tempo, fazendo o papel de rivais, mas que teriam tido um relacionamento na vida real, escondido da sociedade. Começou bem!

Mas agora pensa comigo: uma festa em um teatro? E as cadeiras?

Foram todas retiradas. O espaço central tinha uma pequena pista que recebia as pessoas (depois dessa área pequena, você percorria um pequeno corredor para poder entrar no espaço maior e central), pelo lado esquerdo de quem entra tinha um bar em L e pelo outro, na direita, um palco onde as DJs se apresentaram.

Como eu estava super cansada, pedi uma cerveja, bebi e fui embora. Mas antes de dar tchau, tenho que contar duas coisas legais que aconteceram e outra super chata.

As legais primeiro…. hehehe!

– Para entrar nesse espaço oval, você tem que arrastar uma cortina, como se estivesse realmente entrando em um palco. O local estava abarrotado de gente (também né, 1.500 lésbicas!), era impossível de andar, com uma luz que de vez em quando refletia nos rostos das pessoas e um gigantesco globo no telo.

O que mais me chamou a atenção foi a parede, toda pintada com uns afrescos incríveis. Infelizmente não sei quem é ou são os autores. Só esse visual já valeu a pena entrar cansada na balada.

E, então, você pode prever que…. estava um calor insuportável! Resolvi ficar ao lado das cortinas, antes das meninas entrarem no salão, e foi aí que algo interessante aconteceu.

– Estava vendo o movimento do pessoal quando uma menina simplesmente chegou perto, pegou a cortina, levantou e tirou o seu paletó. Junto dele enrolou uma carteira (antes tirou dinheiro), colocou no chão e recolocou a cortina no lugar, que, dessa forma, escondeu a roupa com os seus documentos. Eu fiquei passadaaaa!

Ah, antes de entrarmos no parâmetro “isso nunca poderia acontecer no Brasil”, só para ressaltar, bem em frente de nós tinha uma chapelaria. Então, essa é só uma prova de que viver na Europa tem as suas vantagens. Uma delas é a segurança e o respeito das pessoas por qualquer coisa que você deixa em qualquer lugar.

Agora, vamos para a parte chata da história:

Como disse, estava super cansada e antes eu tinha jantado, mas quando o corpo está ‘sem bateria’ não há o que fazer, não é? Por isso, ele começou a me alertar que a balada não duraria muito para mim ao me oferecer uma baita dor de cabeça assim que pisei no teatro. Dessa forma, esse foi mais um motivo que me impediu de ficar em pé por muito tempo.

Acima disse que tínhamos uma micro pista assim que entramos, certo? Fui para lá com o pessoal. O problema é que a pista, claro, estava vazia e tinha uma DJ com cara azeda tocando um trance horroroso.

Para piorar a situação, um cara foi conversar com ela e disse não o sei o quê, por isso ela acabou virando o alto-falante bem na minha cara. Fiquei irada! Fui conversar com ela, falei que estava com dor de cabeça e perguntei se ela podia virar a caixa para o outro lado ou, se possível, abaixar o som um pouquinho e quando a pista voltasse a encher ela ligaria na potência máxima. Ela me ignorou! Fiquei mais irada.

Logo em seguida, ela saiu e deixou o ‘treco’ funcionando sozinho, em uma mesma batida. Eu resolvi sentar e tomar a minha cerveja porque não queria mostrar minha raiva para as meninas que estava comigo. Assim que sentei, chegou uma outra DJ p.da vida, ela veio me perguntar não sei o quê. Disse-lhe que não falava alemão e então ela começou a conversar em inglês. Perguntou-me se conhecia a DJ de lá, falei que não e contei que estava com dor de cabeça. Sem que eu pedisse, ela acabou abaixando o som e foi aí que a outra “margarida” apareceu mais irada ainda. Só sei que no final, a DJ chata levou um xingo da boazinha e essa começou a tocar um deep house maravilhoso. Foi então que resolvemos ir embora.

E assim acaba o “Conto de Fadas da Princesa Maira na balada com 1.500 lésbicas em Viena”. Rs!

P.S.: quando estávamos indo embora, vimos umas garçonetes de um dos primeiros restaurantes que fomos assim que chegamos em Viena. Eu vi que uma delas me reconheceu e falou de mim para uma outra. Uma colega da turma que estava comigo disse que uma delas falou um Oi para ela. Conto isso só para dizer como é legal reconhecer pessoas em um lugar que achamos que nunca reconheceríamos nada e nem ninguém.

P.S.1: tentei tirar foto com o celular porque a câmera digital tinha acabado a bateria. O cansaço era tão grande que foram as piores fotos que tirei na vida e resolvi não publicá-las. Aliás, já as deletei!

Imagem Capa: Google. 

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  • Philipe Wagatsuma Vilhena Gran

    Que pena que ficou sem bateria na câmera e que estava malzinha para ficar mais tempo. Mas parece ser divino o local e a festa! Bem, pelo menos fez parte, teve a chance de ser reconhecida e também de passar por um conflito! Afinal, toda boa história tem um conflito com um desfecho surpreendente! hehehehe