Turismo Londres: a busca pela LGBT londrina – parte II

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Saiba mais algumas informações sobre o que rola nesse universo londrino para o pessoal LGBT

Há alguns dias não dou notícias sobre a nossa rotina em Londres porque começamos as atividades que viemos desenvolver aqui (na verdade, 70% delas). Por isso, está complicado escrever sobre o dia a dia, atualizar o Reversa e ainda desenvolver os projetos.

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Por outro lado, quanto mais a gente anda nessa cidade, mais coisas vão aparecendo em nossa frente. Na última terça-feira, dia 17 de fevereiro, encontramos um amigo (gay) que mora há 13 anos na cidade. Isso foi bem legal porque pudemos tirar as nossas dúvidas sobre a vida LGBT na cidade, descobrir outros lugares que estão bombando – além dos indicados em guias turísticos e na Internet.

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É claro que alguns lugares colocamos em nossa listagem de visitas (e, posteriormente, escreverei sobre eles aqui), inclusive, um deles será uma baladinha hype na qual nosso amigo viu um menino vestido de abajur – isso mesmo, aquele ‘negocinho’ que acende a luz) em uma pista de dança. Maluco? Talvez! Mas adoramos a ideia de ver uma pessoa vestindo o que ela deseja e sem nenhum problema de ser tratada de um jeito melhor ou pior por causa de seus trajes.

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Infelizmente, esse querido companheiro que esteve conosco confirmou que o reduto londrino para meninas, o Candy Bar, realmente fechou as portas e ele não sabe de nenhum outro lugar que ‘abraçou’ a causa lésbica no lugar do antigo estabelecimento. De qualquer forma, vamos continuar nossa busca por boas opções.

Durante esse nosso trajeto, demos uma voltinha no Soho e nos deparamos com vários barzinhos  – inclusive LGBT. Soubemos que no Ku-bar, que demos de cara no nosso primeiro dia em Londres, pode sim entrar mulher, mesmo que pareça ser um bar frequentado só por homens. E, por fim, ele nos informou que o bar She, no Soho, não é apenas um bar lésbico, mas sim uma casa como aquelas da rua Augusta (sabe o que eu estou falando? Aquelas casas ‘que as primas frequentam’…) só para lésbicas. Não tive a menor curiosidade de entrar (estou sendo super sincera).

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Por fim, o nosso amigo nos apresentou um lugar, que, segundo ele, é algo do tipo “2001: Uma Odisseia no Espaço”, do Stanley Kubrick. Trata-se de um lugar disponibilizado pela saúde pública do Reino Unido para as pessoas fazerem exames de identificação de doenças sexualmente transmissíveis. Acontece que no lugar (que já tem uma fachada incrível, parece  mais uma galeria de arte do que qualquer coisa), preenche uma ficha, a atendente fala rapidamente com você, depois, a dirige para uma salinha individual, onde há um folheto explicativo sobre a forma como você deve colher o próprio material a ser examinado. Tudo de forma super sigilosa, higiênica e ágil. O material coletado deve ser colocado pelo usuário em tubinhos específicos, que serão literalmente sugados por uma espécie de cápsula de vidro.  Na sequência, você espera o resultado em outra salinha, quando, então, um médico irá atendê-lo, já com todos os resultados, indicando qual deve ser o melhor tratamento, caso seja necessário.

Com base nessas poucas informações, dá para perceber o quanto a Europa – em relação à sexualidade e ao respeito – está anos luz à frente. Parece que vai demorar uns 30 mil anos para que o governo brasileiro tenha ao menos 1% dessa visão. É uma pena, pois tudo poderia ser mais fácil, principalmente se os nossos governantes quisessem (e parassem de roubar e investissem em saúde e informação).

Imagens: Maira Reis

 

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